sexta-feira, 20 de novembro de 2015

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Portugal

Ontem Portugal passou por mim.
Estava eu num restaurante e ela, sim ela, passou logo ao pé da janela a correr, ou no mínimo a despachar-se para algo.
Estava com mau aspecto coitada.
Envolvida num roupão roxo, apoiando uma enorme bandeira (quase tão grande como ela, que também era pequenina) no ombro, andava ela pela rua. Está  velhinha, também já tem muita história.
Descalça. Descalça apesar de ter as pantufas num cesto pendurado à volta do braço, será que, apesar de, ou por estarem tão perto dela não as conseguia ver?
Os seus pés arrastavam firmemente na calçada. As pantufas abanavam no cestinho. A bandeira dançava com o vento. E passou.
Foi apenas um momento, talvez 10 segundos, que ela passou pela janela ao lado da nossa mesa no restaurante. Tivemos talvez uma conversa de 10 segundos sobre aquela mulher, não mais.
10 segundos é o tempo que alguém demora a ler isto, que talvez seja totalmente irrelevante.
Mas ontem, durante dez segundos,
Portugal passou por mim.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A coisa mais estranha que vi hoje #11

Hmmm maçãs com narinas...



PS: Será que uma maçã com narinas fica com fome por se cheirar a si própria e os outros frutos que a rodeiam?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Estava a morrer de sono e fome, com a cabeça a pesar toneladas e uma comichão na garganta. Depois comi uma das trufas que eu e a minha irmã fizemos.
Se calhar é verdade o que dizem sobre o chocolate.

domingo, 9 de setembro de 2012

Um desenho deprimido

Todos os dias quando eu acendo a luz do meu quarto, ela fica ansiosa para ver se este é finalmente o dia. Se pudesse abanava o papel tanto até o bloco cair ao chão, para eu reparar nela. Mas o dia acaba por passar e nada acontece. Os seus olhos vão ficando cada vez mais tristes, até começa a borrar. Está farta de estar assim, quer se pendurada na parede como os outros que estão por cima do sofá, logo ao lado da embalagem de Chiclets gigante. Ela gostava de me pedir, de gritar, mas permanece calada, porque não tem opção, visto que é esse o seu problema: não tem boca. Bastava eu pegar num lápis e passá-lo algumas vezes sobre o papel e ela estaria pronta para pendurar. Até já aconteceu, mas as bocas ficaram estranhas, nada como a dela é realmente e foram apagadas outra vez.
Agora está no bloco há algum tempo. Em cima da cadeira do piano e tenho de a tirar dali cada vez que toco. Mas a coitada da Marion Cotillard continua sem boca. Gostava de a acabar, mas faço muito isto. Desenho, depois alguma coisa interfere e faz com que eu pare, depois passa demasiado tempo e já não consigo acabar o desenho bem, deixando o desenho sem uma boca ou um olho...
Tal como o da Marion Cotillard. Mesmo assim, gosto dele.







PS: Este post não quer parecer poético

sábado, 8 de setembro de 2012

A coisa mais estranha que vi hoje #10









Nas minhas férias fui a Porto Covo, um sítio bastante bonito e óptimo para passar dias na praia sem fazer nenhum, visto que também não está tão cheio como o Algarve. Em Porto covo há algumas lojas de souvenirs e não pude deixar de reparar nas t-shirts com imagens peculiares de todo o tipo de imitações baratas de personagens de desenhos animados.
Será a arte tradicional de zona?

PS: Gosto especialmente do Bart onde a única alteração e a subtil mudança de um 'd' para um 'b'




A coisa mais estranha que vi hoje #9


Será baseado numa das poses mesmo naturais que aparecem nas capas da revista 'Happy'?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pergunta sem resposta #2

Há mais alguém que à noite é atacado por uma enorme vontade de dançar tango, apesar de não saber e de não ter música ligada? Espero não ser o único.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coisas que sabe bem fazer quando as aulas acabaram

Tirar todas as folhas que já não se precisa, e rasgá-las





Depois de mais um ano de trabalho, um dos sentimentos mais aliviantes é pegar no dossier e desventrá-lo. Olhar para estas folhas todas com testes, trabalhos e exercícios (como podem ver, algumas também estão cheias de desenhos), faz-me rever quanto trabalho algumas coisas deram. Rasgar tudo isto, faz me mentalizar as férias e ficar feliz porque por agora isto acabou, não tenho tpcs, testes, obrigações, nada!
Venha a liberdade! 

Até Setembro, porque aí, lá vamos nós outra vez...



domingo, 1 de julho de 2012

Pergunta sem resposta

Pergunto-me quem teve a ideia de pôr corrimões de metal nas saídas do metro do Marquês de Pompal. Com este calor, quem quiser usar o corrimão, devia levar umas luvas de cozinha.
Se calhar foi feito assim, para os sem-abrigo fazerem ovos estrelados quando têm fome, nesse caso até é por uma boa causa, não precisam de comprar frigideiras...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Hoje

Hoje fiz uma coisa muito estúpida.
Ser estúpido fez com que me sentisse aliviado.
Foi basicamente isso.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma semana diferente

Vou vos contar como foi esta semana para mim. Foi uma semana bastante cheia e diferente do que as minhas semanas costumam ser.
Então. No domingo  acordei com dores de cabeça e pensava que tinha dormido mal ou demais, continuando assim o meu dia a dia normal para um domingo (que não consiste em fazer muita coisa), mas as dores não pararam e a minha barriga também estava estranha. No dia a seguir estava pior e fiquei em casa. Nessa noite, dormi e senti-me mesmo mal, tinha febre, doía-me a barriga e estava mesmo enjoado, mas não vomitei. Como não sabíamos o que eu tinha fomos ao hospital.
O hospital não estava muito cheio, tinha lá algumas pessoas mas não estava a abarrotar. As paredes estavam cheias de desenhos e uma delas dizia "Agradecemos ao Continente pintar este espaço e torná-lo colorido" ou assim. Estar num hospital é sempre um pouco desagradável, por isso foi bom as primeiras análises (palpar barriga, tirar sangue) terem sido rápidas.
As primeiras.
Depois destas análises, tive de fazer uma ecografia, o que é bastante estranho. Não é só estranho por estares deitado com uma senhora desconhecida a passar por cima da tua barriga com um aparelho e um creme frio e viscoso (lubrificante?), mas também porque o que aparece no ecrã, que demonstra o interior da nossa barriga, é completamente impossível de se compreender! O que se vê são círculos cinzentos e ovais a mexer-se o tempo todo, como o meu pai disse "isto parece o oceanário". Os resultados desta ecografia demoraram algum tempo e quando chegaram já passava das 18:00.
Os resultados foram que não parecia ser uma apendicite, mas podia muito bem ser e que por isso tinha de esperar até à meia-noite, para vir um cirurgião que iria ver como eu estava e talvez operar-me.
Tinha de esperar até à meia noite porque tinha comido e era preciso estar em jejum durante seis horas para ser operado. Não podia comer durante este tempo todo, mas estava a ser alimentado, pelo meu pulso, com soro (sim, tinha um tudo enfiado no meu braço, o que não é tão mau como parece). Então tive até à meia noite a fazer tempo, o meu pai fez me compania, mas mesmo assim foi uma seca.
Acabei por não ser operado naquela noite, mas o cirurgião disse que não tinha a certeza do que era e para esperamos mais um dia...
Nesse dia também não fui operado, fizeram mais umas fotos da vida aquática dentro da minha barriga e descobriram que não era o apêndice, mas sim uma 'adenite misantérica' (o que provavelmente não está bem escrito) e que tinha de passar mais um dia no hospital, porque podia piorar.
Depois de umas bolachas e um chá, acompanhados com um pacote de açúcar (uma noite faço os rumores realidade) mudei de quarto outra vez.
O meu terceiro quarto era no segundo andar do hospital e tinha uma vista fantástica! Dava para ver o Tejo, a torre de Belém, a ponte 25 de Abril e um pequeno pedaço do padrão dos descobrimentos! O outro quarto tinha vista para uma faculdade de medicina, dava para ver os estudantes a estudarem e fumarem na varanda a noite toda (mesmo a noite toda). Aqui, apesar de continuar sem apetite, até já podia comer normalmente e a comida até era boa.
A noite que tive de passar neste quarto, não foi muito agradável. Não é que combinasse com a frase Nicola do pacote de açúcar da ceia "uma noite faço do teu roncar a minha canção de embalar", visto que a outra cama do meu quarto não estava ocupada, mas eu não me estava a sentir muito bem e havia um bebé a chorar tanto que parecia que ia explodir, fazia impressão.
No dia a seguir já era quinta-feira e quando o meu pai me quis vir buscar deram-lhe a agradável noticia que eu tinha de ficar internado mais um dia. Fiz a mesma coisa que no dia anterior: desenhar um pouco, ver televisão, ler e ter visitas.
À noite tive o privilégio de ver o fantástico fogo de artifício da Volvo Ocean Race (ou assim) sobre o Tejo, que não teria visto de nenhuma janela da minha casa...
O resto da noite foi normal, dormi bem e não combinou com o "uma noite faço o teu chão tremer do lanche", nem o "uma noite viro faço-te uma proposta indecente da ceia".
Sexta era o dia mundial da criança e finalmente podia voltar para casa. Havia uns palhaços no hospital para entreter os mais novos (nunca gostei muito de palhaços).
Uma das enfermeiras (que, já agora, eram mesmo simpáticas) deu-me um saco com um presente do dia mundial da criança. Lá dentro estavam canetas, cadernos, creme solar, um bloco e uma pequenina caixa com doces, foi uma despedida simpática que me deu apesar "de já não seres bem uma criança" e disse que era difícil encontrar alguma coisa para os adolescentes.
Nunca tinha estado internado num hospital e foi uma experiência bastante diferente, nem sempre agradável (especialmente a partes de tirar sangue e tal), mas até um pouco interessante.

PS: Espero que este post gigante não vos tenha tirado demasiado tempo de vida :D

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A coisa mais estranha que vi hoje #8

Hoje no Cais de Sodré vi uma mulher que estava com um casaco de peles, o qual me chocou bastante. Não porque era enorme, feito de pelo de dálmata ou porque era daqueles onde se reconhece os olhos e os membros do casaco, mas sim por ser x de um animal mesmo raro, do qual eu só conheço um exemplar vivo. O casaco era vermelho e muito felpudo... Sim, vocês adivinharam, era de pelo de elmo da rua sésamo (não sei como ele se chama em português)!
Também já vi uma miuda com um casaco azul e felpudo e, se olhassemos bem para ele, estava cheio de migalhas de bolachas...




(reação dos leitores)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Crónicas de pasta de dentes

Acho que quase toda a gente conhece este cenário, vamos dormir em casa de alguém pela primeira vez e temos quase tudo que tínhamos de trazer, mas não a pasta de dentes. Claro que isso não é problema nenhum, usa-se o que está ao nosso dispor e uma casa com condições normais tem pasta de dentes.
Agora o que eu não gosto (não é que me passe com isto, mas mesmo assim), é quando a pasta de dentes em casa do nosso anfitrião é de marca branca. Sabem, aquelas que têm nomes como "Dent-ajud" ou "Bocal-Care".
Estas pastas de dentes normalmente nem tentam aldrabar-nos com aquela conversa de "a parte vermelha trata das cáries, a branca da protecção e a azul dá-te um hálito fresquíssimo (geralmente acompanhada de uma imagem com Dentes brilhantes ou de umas ervinhas).
Não, a embalagem é cinzenta e o máximo de imagens que pode ter é a dum dente cortado ao meio com uma camada de protecção, normalmente nem têm cores diferentes, são só brancas ou beges com um aspecto ligeiramente farinhento.
O pior é quando depois enfiamos o Dental-protect, o Dental-Care ou o Super-protect pelas goelas abaixo(não literalmente, claro). Parece que tem pedacinhos daqueles produtos que ficam em cima dos nossos dentes depois de uma ida ao dentista, mas misturados com engraxador de sapatos. E não sabem a nada! Sabem a bege. Sabe a flúor puro. São tão secas como a sua embalagem. Nada de menta, que na realidade nem faz diferença na protecção e não ajuda a limpar os dentes. Nada daquele sabor a morango, que as pastas de dentes para crianças têm (eu adorava quando era pequenino, mas acho esse sabor horrível, mesmo assim é melhor que flúor).

A verdade é que estas pastas de dentes, em muitos casos, podem até ser um pouco mais saudáveis. Mas eu lavo os dentes todos os dias duas vezes, não me interessa só saudável, uma coisa que se faz todos os dias, é melhor ser também um pouco agradável.




Temos aqui um exemplo bastante bom, tem tudo, da embalagem acinzentada até ao dente cortado ao meio

quinta-feira, 19 de abril de 2012

a coisa mais estranha que eu vi hoje #7

Quando estava a caminho da natação, lá estava ela. Deitada no chão ao lado do vidrão que há ali, que é do contra e ainda não foi pintado por ninguem, continua verde e feio. Deitada no chão, branca, seca e ao contrário estava ela. 
Não estou a falar dum cadáver (isso seria como um início para o CSI ou assim), mas sim duma estrela do mar. No meio da rua, mesmo longe de qualquer tipo de àgua salgada, estava uma estrela do mar no chão. Ainda por cima era enorme! O que será que aconteceu? Um daqueles mistérios que nos são oferececidos todos os dias, como os sapatos que se encontram nas florestas.

sexta-feira, 6 de abril de 2012